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RASTREAMENTO DE 1º TRIMESTRE
Com a publicação do trabalho do Grupo do Prof. Nicoloides de Londres, em 2001, seguido de uma série de publicações daquele centro e outros (Cicero S et al Absence of nasal bone in fetuses with trisomy 21 at 11 to 14 weeks of gestation: an observational study.(2001) The Lancet 358;1665-1667 ou em http://www.fetalmedicine.com/f-news.htm), passou-se a observar e medir o Osso Nasal, incorporando esta rotina no Estudo Morfológico de Iº Trimestre e utilizando para o Cálculo de Risco de Cromossomopatias.
O Osso Nasal deve ser
observado por ocasião da medida da Traslucência Nucal (TN), pois tecnicamente
o plano de aquisição da imagem é o mesmo, podendo-se aumentar a detecção de
78% para 90% (com menos de 5% de falso positivos) no Iº trimestre.
A utilização da TN na
triagem de cromossomopatias no 1ºtrimestre é uma verdade científica com poder
de detecção bem descrito e encorporado na rotina em diversos países (vide
referências). O osso nasal começou a ser estudado e relacionado com as
fetopatias há menos de 5 anos, entretanto já tem evidências que comprovam sua
independência como variável, em relação à TN que o poder de detecção
aumenta significativamente com sua utilização na triagem de 1º trimestre,
somando-se a idade materna. Com estes 3 parâmetros consegue-se uma redução
dos falsos positivos do teste de 5% para 2-3%, ou na prática reduzindo as
gestantes que necessitariam fazer amniocentese em cerca de 1/3.
A proposta atual da FMF é de associar mais dois marcadores à triagem que são a Freqüência Cardíaca Fetal (que sofre alterações na S Down) e a presença de Megabexiga (associada a trissomias de 13 e 18). Com esta finalidade, praticamente bloqueou seu programa, que era utilizado em diversos paises, para cálculos de Risco à partir de 01/01/2005.
A literatura à disposição não assinala
o quanto melhora a detecção com a presença destes dois marcadores, mas
sabe-se que o Osso Nasal ainda é o mais importante avanço neste cálculo desde
a TN. A FMF reuniu estes marcadores em um teste, chamado no Brasil de Teste Múltiplo,
que não tem ainda aceitação mundial, visto que não é bem claro seu acréscimo
em relação ao teste com a TN e Osso Nasal, ou mesmo com Marcadores Bioquímicos
de 1º Trimestre (que já aparecem em Guidelines da Inglaterra, Espanha, alguns
locais dos EUA e África do Sul, para citar alguns exemplos).
Os trabalhos da FMF estão
publicados na literatura mundial, sendo que as equações matemáticas que foram
deduzidas dos estudos da fundação, assim com de outros estudos, nunca foram
sigilosos. Em vista disto, alguns estudiosos têm publicado (e apresentado na
internet) calculadoras que auxiliam ao Médico que se dedica ao estudo do feto
ou aos Médicos Geneticistas, que calculam riscos no seu dia-a-dia para inúmeras
patologias. Dentre os mais utilizados temos os programas do Dr.
Hutchon (Inglês) e do Dr.
Brideron (Francês), inclusive com versões para português. Apesar disto a
FMF modificou seu programa, que distribuía gratuitamente às pessoas
capacitadas para o uso adequado da técnica de aquisição de imagem e cálculo
do Risco para Cromossomopatias. O novo programa inegavelmente é de valor científico
grande, pois segundo os trabalhos iniciais da Fundação, o índice de Falso
Positivos seria reduzido ainda mais. Entretanto, deve ser assinalado que a
Translucência Nucal e o Osso Nasal permanecem sendo os principais marcadores
ultra-sonográficos de 1º Trimestre que conhecemos e, com os programas citados
acima podemos alcançar sensibilidades de detecção expressivas para as
cromossomopatias, como mencionado anteriormente. Isto significa que ao
constatarmos uma TN de por exemplo
Vale assinalar que toda
literatura moderna utiliza a metodologia para aquisição de imagem descrita e
publicada pelos colegas da FMF de Londres, pela importância e relevância de
suas pesquisas, que foram difundidas pelo mundo através de palestras, cursos e
treinamentos, muitas vezes gratuitas e disponível na internet (http://www.fetalmedicine.com/).
Todos têm obrigação de rever a técnica, pois quem trabalha no meio vê
constantemente medições inadequadas, muitas vezes gerando condutas desnecessárias
que aumentam os riscos materno e fetal.
Quero chamar a atenção
que, particularmente em nosso meio, o rastreamento deve ser seguido de um longo
aconselhamento, com tempo para ouvir e conhecimento para esclarecer as dúvidas
do casal. Isto deve ser feito pelo Obstetra, pelos profissionais que atuam