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GENÉTICA EM MEDICINA FETAL

ATALHOS NESTE DOMUMENTO

  1. Conceitos gerais de Genética

  2. Anomalias Genéticas - Uma classificação

  3. Prevenção Primária das Malformações (MF)  

  4. Prevenção Secundária das MF  

  5. Prevenção Terciária das MF  

  6. Decálogo de Prevenção dos Defeitos Congênitos (ECLAMC*)  

  7. CURIOSIDADES sobre SÍNDROMES
  8. ANOMALIAS CONGÊNITAS - Alguns dados  
  9. Marcadores Ultra-sonográficos de Malformações  
  10. Malformações X Risco  

Conceitos gerais de Genética:

§        Malformação: É um erro intrínseco num primórdio estrutural

§         Deformação: Força externa danifica uma estrutura intrinsecamente bem formada. (ex. luxação do quadril)

§         Disrrupção: Se na deformação o defeito for irreversível. (ex. bridas amnióticas)

§         Síndrome: Modelo de anomalias múltiplas admitidas como patologicamente relacionadas. Ex. S. de Down

§         Seqüência: Uma anormalidade origina uma série de alterações estruturais. Ex. S. Potter; defeito de fechamento do tubo neural (DFTN)

§         Associações: Combinação não-aleatória de anormalidades. Ex. VACTERRL (Vertebral, Anal, Cardíaca,  Traqueo-Esofágica, Radio, Rins e membros -“Limbs”)

§         Complexos: Anomalias de várias estruturas da mesma região do corpo. Provável origem vascular. Ex. Anomalia de Moebius.


Anomalias Genéticas - Uma classificação:

§         Cromossômicas

o       Número menor ou maior

o       Deleções

§         Gênicas

o       Autossômicas

o       Ligadas ao sexo

§         Teratogênicas

o       Infecções, medicamentos, drogas


Prevenção Primária das Malformações (MF)

§         Age em pessoas SADIAS

§         Evita a doença reduzindo a SUSCETIBILIDADE ou a EXPOSIÇÃO ao fator de risco

§         Age EVITANDO os defeitos congênitos

§         Seu tempo é principalmente PRÉ-CONCEPCIONAL

§         Ex. Ác. Fólico, Vacina da Rubéola

Prevenção Secundária das MF

§         Age em pessoas DOENTES

§         Evita  EVOLUÇÃO e SEQÜELAS da doença.

§         Age através da DETECÇÃO PRECOCE e do TRATAMENTO OPORTUNO.

§         Seu tempo é principalmente PRÉ-NATAL.

§         Ex. Diagn.Pré-natal, seguido de tratamento (como derivações intra-uterinas de hidronefrose) ou de IMG.

Prevenção Terciária das MF

§         Age em pessoas DOENTES

§         Evita  COMPLICAÇÕES da doença.

§         Age através da REABILITAÇÃO e CORREÇÃO dos defeitos.

§         Seu tempo é principalmente PÓS-NATAL.


Decálogo de Prevenção dos Defeitos Congênitos (ECLAMC*)

1.      Ainda que sem saber, toda mulher em idade fértil pode estar grávida

2.      O ideal é completar a família enquanto se é jovem

3.      Os controles pré-natais são a melhor garantia para a saúde da gestação

4.      Vacine-se contra a rubéola antes de ficar grávida

5.      Evite medicamentos, exceto os imprescindíveis, com receita médica

6.      Evite bebidas alcoólicas

7.      Evite cigarros e ambientes com fumantes

8.      Coma bem e variado, preferindo verduras e frutas

9.      Procure saber se seu trabalho habitual não é prejudicial para a gravidez

10. Na dúvida, consulte seu médico ou um serviço especializado (Ex. SIATS)

* ECLAMC:  Estudo Colaborativo Latino-americano de Malformações Congênitas. Concentra os dados de malformações de todo continente. Foi iniciado em 1967. É reconhecido pela OMS. Propõe fazer a investigação clínica e epidemiológica das anomalias congênitas em Hospitais Latino-Americanos. Tem como lema a PREVENÇÃO por meio da Investigação.  

 

CURIOSIDADES sobre SÍNDROMES

      Existem milhares de síndromes dismórficas reconhecidas e outras são acrescidas a cada mês;

      Mais de 100 síndromes dismórficas são cromôssomicas específicas (diagn. por amniocentese e BVC). Ex. S. Turner;

      Menos de 2 dúzias de síndromes teratogênicas já foram identificadas. Ex.S. alcoólica fetal;

      Mais de 1000 síndromes têm hereditariedade mendeliana (aconselhamento)  


ANOMALIAS CONGÊNITAS - Alguns dados

1.      Anomalias Genéticas “pequenas”

      As anomalias “pequenas” podem estar presentes em 4% até 13% dos RN.

      Menos de 1% têm 2 anomalias pequenas não relacionadas, e 1:2000 têm 3.

      A maioria dos bebês com 3 ou mais anomalias pequenas têm uma síndrome dismórfica

2.      Anomalias Genéticas  ”grandes”

      3% dos RN têm uma anomalia “grande” ao nascer;

      Este número sobe para 5-6% se contarmos as que só se manifestam tardiamente (ex.doenças de armazenamento -> fenilcetonúria);

      A recorrência geral de anomalias congênitas é de 3-7%


Marcadores Ultra-sonográficos de Malformações

      Não são malformações fetais

      Não expressão por si nenhuma patologia

      Também podem se apresentar em alguns fetos normais (importante sensibilidade e FP)

      Alguns autores consideram  algumas anomalias associadas com aneuploidias como marcadores ultra-sonográficos


Malformações X Risco

      Ausência de Malformações no US

   Risco para S. Down (T.21) = 1/2 do risco basal

   Risco para trissomias 18 e 13 = 1/5 do basal

      Malformações Maiores (graves)

   Risco para trissomias (mais 13 e 18) elevado

      Malformações Menores

   Algumas estão associadas com aneuploidias

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